sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Puberdade

PUBERDADE


A puberdade é o período de transição entre a infância e a idade adulta, no qual ocorrem o aparecimento e o desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários, o início da fertilidade, o estirão de crescimento e o fechamento das extremidades ósseas determinando a estatura final, como conseqüência de alterações hormonais acompanhadas de alterações emocionais. Este processo complexo tem por finalidade capacitar o indivíduo para procriação e perpetuação da espécie. Nas meninas as alterações são representadas pelo aparecimento do broto mamário (precursor das mamas adultas), de pêlos pubianos, desenvolvimento genital e distribuição feminina de gordura. Finalmente ocorrem as menstruações (no início bem irregulares) finalizando o desenvolvimento puberal.
Nos meninos surgem os pêlos, barba, engrossamento de voz, desenvolvimento muscular, acne e desenvolvimento genital.
Durante a puberdade masculina pode ainda ocorrer a ginecomastia, que é um discreto desenvolvimento das glândulas mamárias. A ginecomastia tende a desaparecer com o decorrer da puberdade, porém se for muito volumosa ou gerar problemas psicológicos, deve ser avaliada por um médico.
A seguir definiremos os limites de tempo para ocorrer a puberdade normal.
Puberdade precoce é quando surge algum dos carateres sexuais antes dos 8 anos em meninas e antes dos 9 anos em meninos.
Puberdade retardada é quando ainda não apareceu nenhum dos caracteres sexuais após 13 anos em meninas e 14 anos em meninos.
Uma questão que costuma afligir meninos e pais é quanto ao crescimento do pênis. Convém esclarecer que um pênis adulto é considerado anormal (micropênis), quando seu comprimento em ereção é menor que 7,5 cm - nesses casos é possível que exista alguma alteração orgânica que deva ser avaliada.
Em qualquer uma das situações acima convém procurar seu médico para uma correta avaliação, visando buscar um desenvolvimento físico, estatural e emocional adequado.

Infertilidade


Embrião


As principais técnicas utilizadas atualmente para a Reprodução Humana Assistida são:
• Inseminação intra-uterina.
• Indução de ovulação.
• Fertilização “in vitro”.
• ICSI


Inseminação Intra-Uterina

 O objetivo da inseminação é de depositar os espermatozóides vivos, após um processo de melhoramento (preparados) dentro do útero geralmente 36 horas após a ovulação (aplicação do hCG, que é uma medicação utilizada pela mulher para que se obtenha um maior número de óvulos) por meio de um cateter flexível.
 A ovulação é controlada com exames de ultra-som para que se possa determinar o momento preciso da realização do procedimento.
 Para realizar a inseminação é necessário que a mulher possua pelo menos uma trompa saudável.
 Os casais que se beneficiam desta técnica são os que apresentam alterações no muco cervical, em casos de distúrbios da ovulação, na causas da existência de endometriose leve sem obstrução das trompas. No entanto a principal indicação desta técnica é nos casos de infertilidade de causa indeterminada. Na realidade, esta técnica de introdução do sêmen logo após a ovulação estimulada por hormônios tem demonstrado ser eficaz em muitos casos. Para que esta técnica tenha resultado é imprescindível que as trompas estejam desobstruídas e que a quantidade e a qualidade dos espermatozóides sejam razoáveis. Assim a inseminação depende muito da integridade funcional do genital feminino para ter um maior número de sucesso.

Indução da ovulação
Fertilização "in vitro"
 É realizada na 35ª hora da aplicação do hCG, uma punção com ultra-som transvaginal com auxilio de anestesia para captura dos óvulos. Esses são levados ao laboratório e inseminados in vitro com os espermatozóides previamente preparados, com ou sem a utilização de injeção dos espermatozóides nos óvulos (ICSI). Após 3 a 5 dias, os embriões são colocados dentro do útero por meio de um cateter flexível.


ICSI

 A técnica de micromanipulação, desenvolvida há poucos anos, revolucionou o tratamento dos casais em que o homem apresenta alterações severas no esperma ou a mulher, com defeitos no óvulo que não permitam a fertilização pelo espermatozóide.
 Através de microscópios especiais e micromanipuladores, um único espermatozóide é injetado dentro de um óvulo através de uma agulha cerca de sete vezes mais fina do que um fio de cabelo (ICSI).

 Esta técnica é usada não apenas para aqueles homens com baixo número ou qualidade dos espermatozóides, mas também para aqueles que não possuem nenhum espermatozóide no sêmen, ou para aqueles que são vasectonizados.
 Nestes casos, o espermatozóide é recuperado do epidídimo (um canal logo após a saída do testículo) ou mesmo do testículo através de uma biópsia.
 Caso o óvulo seja fertilizado, o embrião formado é transferido para dentro do útero. O processo de estimulação da ovulação e captação dos óvulos é feito de maneira semelhante ao da fertilização "in vitro".

As formas de diagnósticos e tratamento para Infertilidade realizada hoje em dia é a Cirurgia de Videolaparoscopia para tratamento da:
• Endometriose
• Patologias tubárias
• Miomectomia (retirada de miomas)
• Lise de Aderências

Infertilidade

 A Infertilidade é a incapacidade do casal engravidar e ter um filho após um ano ou mais de relações sexuais regulares sem o uso de métodos contraceptivos, como camisinha, pílula, etc. Pode acometer tanto homens como mulheres e o tratamento a ser escolhido dependerá de cada caso, assim como a idade da mulher, da(s) causa(s) da infertilidade e das respostas a tratamentos anteriores. Infertilidade não é a mesma coisa que esterilidade. Cerca de 90% de todos os casos de infertilidade diagnosticados podem ser atribuídos a causas específicas, que permitem à maioria dos casais receber tratamento apropriado e conseguir engravidar. Infelizmente, as mais recentes estimativas indicam que a infertilidade está ocorrendo numa freqüência cada vez maior afetando cerca de 10-15% dos casais em idade reprodutiva.

 Aproximadamente dois em cada dez casais têm dificuldade de engravidar. É muito importante que este casal procure assistência médica especializada. O médico que cuida destes casos é chamado de especialista em Reprodução Humana. Enquanto muitas pessoas associam a infertilidade às mulheres, ela de fato ocorre igualmente em homens e mulheres.
Cerca de um terço de todos os casos podem ser atribuídos a fatores que envolvem as mulheres e um terço está associado a fatores masculinos. Os casos restantes são causados por uma combinação de problemas, envolvendo ambos os parceiros, ou não podem ser explicados.

 Desta forma o primeiro passo do médico é realizar exames no casal procurando as causas da baixa fertilidade. Costuma-se chamar isto de Pesquisa Básica de Fertilidade.

É fundamental que os exames sejam feitos no casal. Tal fato se justifica por dois motivos: Primeiro pela oportunidade do especialista discutir o planejamento da pesquisa e depois o tratamento com o casal.
Segundo pela possibilidade de ambos terem problemas de fertilidade.

 É um absurdo o tratamento de apenas um membro do casal sem conhecer se o outro tem capacidade reprodutiva plena.


 A Pesquisa Básica de Fertilidade mostra as causas da infertilidade.


As principais causas da Infertilidade Feminina são:
• Endometriose.
• Patologias nas trompas.
• Infecções pélvicas.
• Anovulação (falta de ovulação).
• Incompatibilidade entre muco cervical e espermatozóide.
• Sêmen de baixa fertilidade.
• Insuficiência de Corpo Lúteo.
• Idade